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14 de jun de 2010

É IMPORTANTE SABER...




Mordida: este é certamente um dos maiores temores de mães com filhos em berçários e escolas de Educação Infantil. Claro, ninguém gosta de ver aqueles sinais doloridos na pele de seu filho. Mas, como qualquer um corre esse risco, é preciso entender o que isso significa.      Antes de tudo, é preciso considerar que para a criança a mordida não é uma arma, como seria para um adulto. É antes, uma forma de expressão.Desde que o bebê nasce, é pela boca que ele percebe o mundo. Não apenas pelo ato de sucção e das mamadas, mas pelo choro, pelo riso, pelo balbuciar. À medida que cresce e com o surgimento dos dentes, esse processo continua, e morder também passa a ser uma forma de interagir com o mundo, de perceber a consistência de um objeto e também de provocar reações. Os adultos também fazem isso ao dar mordidas carinhosas nas crianças.
      Portanto, para compreender as mordidas, é necessário levar em conta o contexto em que ocorrem. Geralmente, estão associadas ao sentimento de contrariedade, de frustração, de ansiedade, de raiva, de ciúmes, de busca de atenção. Praticamente, toda criança entre um e três anos lançará mão desse recurso...
      Seja qual for a causa, é importante não taxar a criança de mordedora, porque isso vai gerar a expectativa de que ela volte a morder, o que pode realmente levar a mais mordidas. O melhor é tratar o fato com tranqüilidade, e mostrar à criança que o que ela faz provoca dor, machuca. E, além disso, ensinar que existem outras formas de expressar seus sentimentos.

      Cabe ao professor e aos pais ter MUITA paciência nesta fase de desenvolvimento, pois, a partir do momento que o pensamento avança nas aquisições simbólicas, a criança passa a expressar melhor seus sentimentos através da fala ou de outros comportamentos. Existem crianças que recorrem ao recurso da mordida mesmo na fase simbólica, nesse caso é preciso levar em conta a personalidade de cada uma bem como os “estilos educativos da família”. 
    Este processo de maturidade exige da escola e da família condutas como o diálogo, mostrar a desaprovação por seu comportamento, perguntar-lhe o que aconteceu mesmo esperando uma resposta pronta, mostrar compreensão diante de seu aborrecimento pontuando outras maneiras de resolvê-lo, aproximar as duas crianças e trabalhar com o grupo, sem pressa, conversando sobre o ocorrido e evitar reprimir a criança em público.


(baseado no texto Mordidas: agressividade ou aprendizagem?

de Ana Maria Mello e Telma Vitória)

Um comentário:

Anônimo disse...

Excelente texto!! Todos os pais do berçario deveriam ler! Parabéns pela iniciativa de colocar esse material a disposição das pessoas.
Prof. Vanessa

Flying Cute Baby Blue Butterfly